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Programa Mulheres TV Gazeta
Tema: São Paulo Apóstolo
A VIDA DE SÃO PAULO
Perseguia-os até no país vizinho, na Síria, capital Damasco (At 9,1-2). Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. O Cristianismo teve início no Oriente, com Jesus e os Apóstolos. Após a Ressurreição e Ascenção do Senhor, formou-se a primeira comunidade de discípulos em Jerusalém, com a presença dos Apóstolos. Na terceira década da Era Cristã, os seguidores de Cristo começaram a ser perseguidos, com a morte do primeiro mártir cristão, o diácono Santo Estêvão, que foi apedrejado por pregar o Evangelho. Quando perseguia cristãos, a caminho de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado, transformando-o. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma luz que vinha do céu. Caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que você me persegue?' Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor?" A voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo. Vá, porque esse homem é um instrumento que eu escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis, e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu nome". Após este acontecimento, São Paulo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. (...) Se fortalecia cada vez mais e deixava confusos os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Messias.
Merece destaque especial na vocação de São Paulo a sua conversão, pois o
acontecimento de Damasco foi fundamental para ele. A leitura de At 9,1-22
nos indica a importância do que sucedeu naquele providencial meio-dia no
caminho de Damasco. A experiência vivida por São Paulo no caminho de Damasco é, sobretudo, um dom, e uma iniciativa de Cristo, que o chamou para uma vida nova (At 9,15). Depois deste encontro com Cristo, a existência de São Paulo experimentou uma ruptura total, pois se transformou em um homem novo, porque conheceu a Cristo. Deste encontro íntimo e pessoal com o Mestre, conclui que só Cristo pode dar sentido à existência humana e a sua em particular: "Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro", são palavras do próprio Paulo aos Filipenses (Fl 1,21). No caminho de Damasco começa a história das relações íntimas de Paulo com Cristo morto e ressuscitado. A iluminação de Damasco dá sentido a toda sua vida, e guiará cada um de seus passos no apostolado: existirá, viverá e respirará por Cristo, que se revelou a ele, o último dos apóstolos, verdadeiro aborto por haver sido perseguidor e blasfemo (At 9,1-2). Este é o verdadeiro significado da conversão de Paulo: aproxima-se de Cristo porque toma consciência do amor que Cristo tem por ele. De "apaixonado perseguidor" se converteu em "apaixonado mensageiro" da fé. Cristo passa a ser realmente o fundamento de sua existência, a única razão pela qual merece a pena viver (Rm 8,35-39). Desde então, sua vida foi viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. A conversão é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra-nos o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo Paulo" por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Filho de DEUS, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã, e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. São Paulo conseguiu viver a mensagem de Jesus Cristo na integralidade. Chegou a afirmar que "a Família Paulina tem somente uma espiritualidade: viver integralmente o Evangelho. As palavras de São Paulo aos gálatas "eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20), expressa a sua adesão total ao projeto de Jesus. São Paulo escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios". O livro dos Atos dos Apóstolos nos diz que "rompeu contra a Igreja de Jerusalém violenta perseguição. Todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram". Muitos chegaram à cidade de Antioquia da Síria, e lá anunciaram a Boa Nova da Salvação em Jesus Cristo e foi grande o número dos que creram em Jesus. Esta nova comunidade cristã teve a assistência de São Barnabé e, de maneira especial, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, considerados, por isso, os fundadores do Trono Patriarcal de Antioquia, que se tornou a principal e mais forte comunidade cristã da época, primeiro centro de difusão do Evangelho para o mundo de então. Lá os discípulos de Jesus foram pela primeira vez chamados cristãos (At 11,26). Com o passar do tempo e a organização hierárquica da Igreja Cristã, surgiu a Pentarquia, ou seja, as cinco principais sedes episcopais no mundo e que teriam a primazia dentre as demais: Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. Ao Bispo de Roma deu-se o título de "Primus inter Pares" primeiro entre os iguais, por estar na então capital do Império. No entanto, a Igreja sempre foi governada pelos Concílios Ecumênicos. Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana, e Paulo, na localidade agora denominada Três Fontes, testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, "uma enorme multidão" de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma. Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos fala de Roma, que foi "fundada em tal sangue".
O NOME DA CAPITAL PAULISTA Antes de ser aldeia, vila e cidade, São Paulo foi escola - Era governador-geral D. Duarte da Costa, quando o padre Manuel da Nóbrega decidiu fundar um novo povoado no planalto de Piratininga. No dia 25 de janeiro de 1554, para assinalar a fundação da aldeia, o padre Manuel de Paiva - que escolhera o local - deu por inaugurado um pequeno colégio, celebrando ali a missa festiva. Em torno dessa escola, graças à devoção, e à influência do padre José de Anchieta, auxiliado por outros jesuítas, afluíram os selvagens da vizinhança e, logo depois, os brancos, atraídos pela boa situação do povoado. A data de 25 de janeiro celebra a conversão para o cristianismo, e por isto o povoado foi recebia o nome de São Paulo de Piratininga.
ORAÇÃO DO APÓSTOLO PAULO … tua luz, dá-me tua misericórdia, Meu Redentor, redime-me, pois sou teu; aquele que veio de tí. Tú és minha Mente; cultiva-me ! Tu és meu tesouro: abre-te para mim ! Tu és minha perfeição; leva-me para tí ! Tú és minha confiança; dá-me a Coisa Perfeita que não pode ser apreendida ! Eu te invoco, aquele que é, e que pré-existiu no nome, que é exaltado acima de qualquer outro nome, Jesus Cristo, o Senhor dos Senhores, o Rei dos aeons; dá-me as dádivas, das quais não te arrependas, através do Filho do Homem, do Espírito, do Paráclito da verdade. Dá-me, através do Evangelista, autoridade quando te pedires; e cura para meu corpo quando te pedires, redime minha eterna alma luminosa e meu espírito revela em minha mente, o Filho-Primeiro do Pléroma da graça ! Concede-me o que nenhum olho de anjo jamais viu, e o que nenhum ouvido de arconte jamais ouviu, e o que não entrou no coração do homem, e que veio para ser angelical, e que foi modelado segundo a imagem do Deus psíquico, quando foi formada no princípio, pois eu tenho fé e esperança. E coloca sobre mim o teu amado, eleito, e abençoada grandeza, o Filho-Primeiro, o Criado-Primeiro, e o maravilhoso mistério de tua casa; pois teus são o poder e a glória, o louvor e a grandeza, para sempre e sempre. Amém!
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