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Programa Mulheres TV Gazeta

 

Tema: Código Da Vinci - Comentário sobre o Livro

 

Infelizmente para muitas pessoas, este Romance de Dan Brown será o único contato com  a História da Igreja, o que levará a sérias distorções.

 42 países traduziram o livro

15 milhões já leram

 Não Há originalidade: Cópia barata de:

Holy Blood, Holy Grail

The Templar Revelation

 

RESUMINDO BREVEMENTE O LIVRO

Resumindo muito brevemente: o livro trata da morte misteriosa do curador do Louvre, que pertencia ao Priorado de Sião, uma sociedade secreta, e guardava o segredo do Santo Graal e de mensagens cifradas sobre o assunto que estariam nas obras de Leonardo Da Vinci. Este não seria um cálice ( como se buscava na Idade Média ), mas a própria Maria Madalena, que teria casado com Jesus e constituído uma linhagem carnal. A partir deste assassinato se desenvolve toda a trama.

 

LISTA DE ERROS

RENASCIMENTO

O Livro diz: “No renascimento, ciência era sinônimo de heresia”

Mentira: O renascimento foi onde floresceu as artes e a ciência

 

GODOFREDO DE BUILLON

O Livro diz: Godofredo de Buillon foi Rei da França

Mentira: Godofredo foi líder das primeiras cruzadas, jamais rei da França

 

IGREJA E CRUZADAS

O Livro diz:  a Igreja organizou Cruzadas para destruir documentos se que afirmavam que Maria Madalena é o Santo Graal.

Mentira: As Cruzadas foram iniciadas com o objetivo de defender a Terra Santa

 

CATEDRAIS

O Livro diz:  As Catedrais foram construídas pelos Templários.

Mentira: As Catedrais nunca foram construídas pelos Templários. Isto é um insulto ao estudo sério da arquitetura.

 

LÍNGUA PURA

O Livro diz:  O inglês é uma língua pura porque não tem raízes latinas.

Mentira: Jamais o inglês foi visto como língua pura, sendo que não é tão precisa. Na idade Média quase ninguém usava o inglês.

 

NOME DA VINCI

O Livro diz:  Da Vinci é sobrenome de Leonardo.

Mentira: Vinci, situado na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre Florença e Pisa

 

SANTA CEIA

O Livro diz:  a Santa Ceia é um afresco.

Mentira: A Santa Ceia é uma pintura e não um afresco. Afresco é uma técnica de pintura feita em paredes ou tetos rebocados enquanto a argamassa ainda está úmida. As tintas ou pigmentos usados que devem ser misturados com água são moídos ou granulados, para facilitar a penetração na superfície.

 

TEMAS EXPLORADOS

O Livro diz:  “a união de Jesus e Maria Madalena é um dos temas mais explorados pelos historiadores modernos”

Mentira: quais historiadores??? Não há um historiador sério que trate desse tema.

 

MANUSCRITOS DO MAR MORTO

O Livro diz: que os manuscritos do Mar Morto conta verdadeira historia do Graal, e que o Vaticano tentou evitar que fossem divulgados.

Mentira: os manuscritos do Mar Morto foram descobertos em 1947, não falam absolutamente nada de Graal, estão muito bem guardados pelo estado de Israel e pesquisadores do mundo todo e de todos os credos trabalham livremente com eles.

 

MONGE

O Livro diz:  “monge” do Opus Dei

Mentira: Opus Dei não tem monges

 

CURADOR DO LOUVRE

O Livro diz:  O Louvre tem um Curador (apresentado como Jacques Sauniere)

Mentira: O Louvre tem 60 Curadores.

 

A PIRÂMIDE DO LOUVRE

O Livro diz:  A Pirâmide tem 666 losangos de vidro

Mentira: Ela é composta por 673 losangos de vidro

 

OS QUATRO EVANGELHOS

O Livro diz:  a aceitação oficial dos 4 Evangelhos se deu com Constantino, em 325, no Concílio de Nicéia.

Mentira: O cânon de Muratori em 180 já afirmava os 4 Evangelhos.

 

 

PRIORADO DE SIÃO

No livro ele escreve assim: fatos – “o priorado de Sião, sociedade secreta européia, fundada em 1099, existe de fato. Em 1995, a Biblioteca Nacional de Paris descobriu pergaminhos conhecidos como os dossiês secretos que identificavam inúmeros membros do piorado, inclusive Isacc Newton, Boticceli, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci”. Bem, isso não é um fato, é exatamente pura invenção. Foi descoberto por um jornalista francês, que fez toda pesquisa anterior, que esses manuscritos, que seriam os dossiês secretos, foram plantados por um indivíduo chamado Pierre Plantard, que é um falsário reconhecido e que, inclusive, fundou o tal do priorado de Sião em 1956. É um engano.

 

CATEDRAIS GÓTICAS, TEMPLÁRIOS E ÚTERO

todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e locais secretos neste romance merecem comentários. Aqui ele faz uma afirmação absolutamente falsa. Por exemplo, na arquitetura ele chuta que as catedrais góticas foram construídas pelos templários. Os templários não tinham igrejas próprias fora de alguns pequenos lugares. As grandes catedrais góticas foram construídas pelas dioceses. Você percorre França, Espanha ... A descrição que ele faz está errada, como está também quando faz uma descrição da catedral gótica como se fosse uma reprodução do útero feminino. Não tem a mínima semelhança. Se pode pegar uma planta, normalmente a catedral gótica tem uma nave central com duas naves laterais e não tem nenhuma forma que possa, nem de longe, lembrar o útero feminino.

 

AS OBRAS DE DA VINCI

Quanto às obras de arte, por exemplo, o próprio Leonardo Da Vinci, quando começa a descrever a Última Ceia, comete uma série de erros graves. Fala primeiramente que seria a instituição da Eucaristia, não é . A cena está retratando o momento em que Jesus diz “um de vocês me vai entregar”. Por isso tem de um lado três apóstolos levantando a mão “será que sou eu?” , como diz a descrição do Evangelho, e Pedro, que está se inclinando sobre João, falando ao ouvido. Também quando descreve a Madona dos Rochedos, comete um erro gravíssimo ao trocar os papéis de São João e Jesus ... Os documentos do chamado priorado de Sião não são históricos, são uma falsificação já no século XX, então começar por dizer fatos é já um engano tremendo.

 

Santa Ceia

 

Madona dos Rochedos

 

CRÍTICAS SOBRE O LIVRO

 

“Muito poucas coisas deste enredo são propriamente originais – conclui Andy Welborn. A maioria procede do fantasioso trabalho Holy Blood, Holy Grail e o resto são remendos de ridículas e gastas teorias esotéricas e gnósticas. (…) E aposto consigo o que quiser que desconhecia que a divindade de Jesus Cristo foi uma invenção do imperador Constantino para sustentar o seu poder; pois ‘até aquele momento da história – escreve o próprio Dan Brown –, Jesus era visto pelos seus discípulos como um profeta mortal, um poderoso e um grande homem, mas nada mais. Um mortal”.

No Chicago Sun Times (27.IX.2003), Thomas Roeser mostra alguns erros de fato em que incorre Brown: “Supostamente, a solução pode encontrar-se no fresco da Última Ceia, onde, insiste Brown, a figura que está à direita de Cristo não é São João, mas Maria Madalena (não é verdade, explica Bruce Broucher, conservador do Art Institute de Chicago, que deitou por terra a sua teoria).”

Conjecturas excêntricas

“As conjecturas excêntricas de Brown – prossegue Roeser – misturam-se com fatos e investigações falseadas: os Jogos Olímpicos da antiguidade celebravam-se em honra de Zeus, e não de Afrodite; os Templários, que supostamente são os guardiões do ‘segredo’ da Madalena, não foram os construtores das catedrais do seu tempo, mas sim os bispos europeus; as catedrais góticas não têm qualquer simbolismo feminino: a crítica Sandra Miesel interroga-se com assombro: “Que parte da anatomia feminina representam o cruzeiro ou as gárgulas da nave lateral de Chartres?”.

“O ódio ao catolicismo impregna todo o livro – indica Roeser –, mas as piores invectivas vão dirigidas ao Opus Dei, prelatura pessoal aprovada por João Paulo II. Um ‘monge’ do Opus Dei (espantosamente Brown não compreende que essa organização não tem monges) é um assassino, que mata para impedir que o ‘segredo’ da Madalena venha a público. Eu não sou do Opus Dei, mas conheço-o e admiro-o, entre outras coisas, pelas suas escolas de jovens sem recursos de Chicago, onde fui professor”.

A novela situa Leonardo da Vinci como fazendo parte da sociedade secreta O Priorado de Sião que esconde as suas explicações em três dos seus quadros mais conhecidos: Gioconda, Virgem dos Rochedos e Última Ceia. A medievalista Sandra Miesel (New York Daily News, 4.IX.2003), entre outras coisas, ironiza sobre a substituição de São João por Maria Madalena: “Esta curiosa faceta nunca tinha sido descoberta até agora…”.


Ignorância histórica

O protagonista do livro menciona a ausência do cálice na pintura de Leonardo como prova de que da Vinci não sabia nada do que estava envolvido no Graal. Mas, como bem explica a historiadora Sandra Miesel, “o fresco foi inspirado na passagem do Evangelho de São João, que não diz nem uma palavra sobre a instituição da Sagrada Eucaristia”. Por outro lado é ridículo apresentar “um Papa que lança ao Tibre as cinzas dos Templários que ele exterminou… exatamente na época em que o papado estava no Desterro de Avinhão”.

Nas páginas do Weekly Standard (22.IX.2003), a escritora Cynthia Grenier afirma sobre O Código da Vinci que “se pode falar de uma visão feminista extremista” da fé cristã e católica. “Chamem-me céptica – escreve – mas não estou disposta a comprar este romance. Os rituais que relata são fruto de uma miscelânea de vários contos imaginários. Se alguma vez considerou a possibilidade de que o Santo Graal procurado pelos cavaleiros do Rei Artur seja realmente o ventre da Madalena, então O Código da Vinci é o seu romance. Se a sua imaginação nunca se inquietou nesse sentido, o melhor é esquecer a novela. Seguramente ter-lhe-á caído das mãos este livro de 454 páginas quando o autor relatar a sua última descoberta: debaixo da enorme pirâmide de vidro do pátio do Louvre encontram-se os ossos da mulher de Jesus”.

E sobre os múltiplos erros geográficos e históricos contidos no livro, a escritora conclui: “Por favor, alguém devia dar a este senhor e aos seus editores uma aulas básicas sobre a história do cristianismo e um mapa”.

Para o crítico espanhol F. Casavella (El País, 17.I.2004), O Código da Vinci é “o maior fiasco que este leitor teve entre mãos desde as novelas de quiosque dos anos setenta”. “Não é que tenda para o grau zero da escrita – explica –. Nem que seja maçador, extenso onde não devia, com descrições pouco conseguidas e ao introduzir de dados sobre esse interessantíssimo e originalíssimo mistério em torno do Santo Graal, Leonardo e o Opus. Também não é problema que repita esses dados em páginas contíguas para que até um hipotético ‘leitor parvo’ chegue a assimilá-los. Nem que escamoteie certos fundamentos do enredo do modo mais grosseiro até que resultem inúteis e então apareçam do modo mais tosco. Não importa que as frases sejam tontas, nem tontas as deduções de uns protagonistas de quem se refere a sua imensa inteligência, sem a descrever (…) Também se pode passar por alto que o autor não seja, ao fim e ao cabo, instruído”.

Por último, conclui Casavella: “Pode-se perdoar tudo, o que não se pode perdoar é que este romance seja promovido, e não só pelos canais publicitários convencionais, como um produto de certo valor. Para nos entendermos, Dan Brown e o seu código têm que ver com o romance popular o mesmo que Ed Wood com o cinema. (…) Não posso deixar de felicitar as editoras de todo o mundo que na devida altura recusaram a publicação desta infâmia e agora não se arrependem. É a prova que há um resto de dignidade, não só no mundo editorial, mas também no sistema mercantil”.

 

 

 

 

 

 

Temas abordados
no programa Mulheres
da TV Gazeta

  

  Aborto de anencéfalos

  Célula Tronco

  Código Da Vinci

  Dia dos Namorados

  Encíclica Deus Caritas Est do Papa Bento XVI

  Jesus e Psicologia

  Morte, Juízo, Inferno Paraíso

  Mulheres na Bíblia

  Nulidade do Matrimônio

  São Paulo e Tarso - Apóstolo

  São Valentim e
Santo Antônio

  São Zacarias, Santa Isabel e São João Batista

  Receita de bolo de pão de queijo

 

 
 
   

   

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