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Igreja Católica e Teoria da Evolução
1. Para a igreja católica, o que significa o reconhecimento
da Teoria da Evolução?
A Igreja acolhe a tese da Teoria da Evolução e reconhece sua
cientificidade, isso não exclui a criação do mundo por Deus, pois a
Teoria da Evolução não explica de onde tudo surgiu. Mesmo que tenha
havido a evolução das espécies, um começo foi dado por alguém e esse
alguém planejou toda a criação. A Teoria da Evolução não exclui a
ação de Deus na Criação do mundo.
2. No anúncio feito pelo Vaticano, a Igreja reconhece a
Teoria da Evolução, mas não se desculpa com Darwin. Por que? Em sua
opinião, deveria haver um pedido de desculpas ou algum
reconhecimento mais específico?
Não há pedido de desculpas porque nunca houve uma condenação formal
contra Darwin. A Igreja, como instituição, tem o direito de expor
sua opinião, uma vez que todo pronunciamento da Igreja é
fundamentado em estudos sérios e cautelosos. O fato de a Igreja
reconhecer a cientificidade da Teoria da Evolução mostra claramente
como ela lida com seriedade e honestidade diante de temas que
requerem estudos e aprofundamentos.
3. Após este anúncio, o senhor ainda acredita que a teoria
de Darwin vá contra Deus, contra a religião, ou pode-se considerar
que se completam?
A Teoria da Evolução não contradiz a criação feita por Deus. É Deus
quem dá o início de tudo e programa, nesse início, toda a evolução
que já está contida desde o primeiro momento. Esta "evolução" denota
a ação permanente de Deus em sua criação, pois as coisas evoluem
seguindo uma lei natural colocada por Deus.
4. A ciência tem avançado muito. Em sua opinião, o caminho
é cada vez mais unir ciência e religião? Como a Igreja Católica se
posiciona?
A Igreja sempre esteve ligada à ciência. No Vaticano há a Pontifícia
Academia de Ciência, criada há 405 anos, composta por cientistas
renomados de todo mundo. Dos 61 cientistas, 29 são vencedores do
Prêmio Nobel. São cientistas notáveis premiados por suas pesquisas
no campo da medicina, matemática, astronomia, física. A preocupação
da Igreja em relação à ciência é notória, por isso não há e nunca
houve, por parte da Igreja, qualquer oposição entre fé e ciência.
Deus é criador de tudo e a ciência perscruta e estuda as coisas
criadas por Deus.
Quem não é católico
pode ser padrinho de batismo?
Os padrinhos, segundo a Teologia dos Sacramentos, não são somente
exemplo para os afilhados. Na verdade a Igreja batiza uma criança
confiando na fé daqueles que são tomados como padrinhos. Batiza-se
alguém a partir da fé que aquela pessoa vive. Por isso como uma
criança está sendo batizada na Igreja católica, é razoável que seus
padrinhos professem a fé católica, o contrário seria uma
incoerência. No momento do batizado os padrinhos são chamados a
renovar a fé católica na qual eles, os padrinhos, foram batizados.
Se eles não são católicos como poderiam estar prometendo diante de
Deus a vivência de uma fé que eles não professam? Por isso a Igreja
pede que os padrinhos sejam católicos, para que confiando na fé que
esses padrinhos vivem, a criança seja mergulhada na morte e na
ressurreição de Jesus. Além disso os padrinhos se comprometem educar
a criança na fé católica, se os padrinhos não forem católicos isso
não há como acontecer. O casal que não é católico, pode, segundo o
direito canônico, ser testemunha do batizado, mas não os padrinhos.
Espero que compreenda pois trata-se do cuidado que a Igreja tem para
com seus filhos.
O que é Juízo Final?
Na Bíblia. As religiões do Próximo Oriente antigo admitiam que todo
o homem tem de enfrentar o juízo de Deus. No AT, o objeto deste
juízo era basicamente a fidelidade à Aliança, e a sentença contra os
prevaricadores era cumprida coletivamente no tempo histórico. Só com
os profetas do pós-exílio aparece a idéia de responsabilidade e de
juízo individuais. O NT aprofunda está idéia e insiste na
necessidade de arrependimento e conversão, incidindo o juízo sobre o
cumprimento da Lei de Deus, e especialmente do mandamento do amor a
Deus e ao próximo.
Na doutrina da Igreja. O juízo final é artigo de fé incluído no
Credo: «Jesus Cristo deve vir em sua glória para julgar os vivos e
os mortos.» Este juízo consumará, no fim dos tempos, com a
ressurreição dos mortos (ou da carne), a obra de Jesus Cristo, na
plena unidade de todos em Cristo e por Cristo em Deus, no mundo que
há de vir, a que S. Pedro chama misteriosamente “novos céus e nova
terra”. Além do juízo final, os Concílio de Florença (1439-1443) e
de Trento (1545-1563) afirmam a existência de um juízo particular,
logo após a morte de cada homem, recebendo a sua alma imortal a
retribuição eterna: ou o Céu, para quem a morte tenha surpreendido
no estado de graça, com eventual prévia purificação pelo Purgatório,
ou o Inferno, para os que pertinazmente se mantiveram até ao fim no
estado de pecado grave. Alguns teólogos levantaram recentemente duas
questões: a da coincidência ou não dos dois juízos, uma vez que já
se dão na eternidade e fora do tempo; e, conseqüentemente, a do
momento da ressurreição, uma vez que parece contra a natureza a alma
viver sem corpo (no caso corpo espiritual), tanto mais que N.ª
Senhora foi elevada ao Céu em corpo de alma, e Cristo após sua morte
para lá levou os eleitos falecidos antes do seu sacrifício redentor
(libertando-os dos infernos ou sheol e ressuscitando-os). O ensino
tradicional da Igreja não dirime esta questão (cf. Cat. 1020-1060).
Na Bíblia onde esta escrito
que existe o purgatório?
Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt
28,20; Jo 14,15.25; 16,12´13), acredita na purificação das almas
após a morte, e chama este estado, não lugar, de Purgatório. Devemos
notar que o ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença
dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando
ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns
soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo
debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que
era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas acabeus mandou fazer
uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos
pecados desses soldados. O autor sagrado, inspirado pelo Espírito
Santo, louva a ação de Judas:
´´Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam
ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se
considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que
adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de
pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório
pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu
pecado´´. (2 Mac 12,44s)
Na Bíblia onde está escrito
que devemos adorar os santos?
A Bíblia não diz nada sobre adoração de santos. Nenhuma fé ou
religião ensina adorar os santos. Toda religião e principalmente a
Religião católica nos ensina que o culto de adoração só se presta a
Deus. Os santos são aqueles que já vivem junto de Deus, na sua
glória e por isso são modelos e intercessores. São modelos porque
viveram seu batismo de maneira radical e intercessores porque,
estando junto de Deus, podem pedir por nós.
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