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Ícones de Nossa Senhora

O que são ícones?

Ícones de Nossa Senhora

Ícone Milagroso de Nossa Senhora da cidade de Kursk

Os Ícones,
Teologia em Imagens

Os cristãos utilizavam símbolos para representar Cristo, desde os primeiros tempos. Nas paredes das catacumbas foram encontrados desenhos do Bom Pastor carregando uma ovelha, de uma vinha carregada de uvas, do profeta Daniel na cova dos leões, etc.

   Quando, no século VII, os monges insistiram no direito de venerar os ícones, estavam afirmando que uma vez que Cristo se fez homem, todas as coisas existentes podiam converter-se, pelo poder e bênção de Deus, em portadoras da graça do Espírito Santo.

    Um leigo da época, Leôncio de Hierápolis, escreveu: "Eu represento a imagem de Cristo em igrejas, casas e em lugares públicos. Eu as pinto em madeira, tecido, sobre tela, em todos os lugares, para que ao vê-los, possam todos recordar e não esquecer.

Quando se venera o Livro da Lei (Sagrada Escritura), não se venera a tinta e o papel, mas a Palavra de Deus contida no livro; assim, quando se venera um ícone, não se venera a imagem inanimada de Cristo, mas, através dela, o próprio Cristo."

   Infelizmente, o imperador bizantino Leão, o Isáurico, influenciado por grupos que reprovavam a pintura e uso de ícones (à semelhança dos judeus e maometanos), chamados "iconoclastas", publicou uma lei que proibia seu uso, ordenando que todos os ícones fossem retirados dos lugares públicos. Muitos fiéis que se levantaram contra tal medida foram mortos. Posteriormente a lei imperial foi imposta a ferro e fogo, com muitas perseguições e mais mortes.

   Em 787, então a imperatriz Irene convocou o sétimo (e último) Concílio Ecumênico, que proclamou solene e definitivamente a decisão quanto ao ensinamento da Igreja sobre os ícones, afirmando sua legitimidade. Por isso, todo templo ortodoxo possui iconostácio, a parede com os santos ícones. No entanto, a perseguição iconoclasta não cessou e, como reação, no Domingo de Ramos do ano 815, mil monges cruzaram toda a cidade de Constantinopla em procissão com os santos ícones. Centenas deles foram torturados e martirizados.

   Finalmente, em 843, sob a Imperatriz Teodósia, auxiliada pelo Patriarca Metódio, que muito havia sofrido no período de perseguição, triunfou a Fé Ortodoxa. No Primeiro Domingo da Quaresma do ano 843, a veneração dos ícones foi solenemente proclamada na Catedral de Santa Sofia; aquele dia se chamou "O Triunfo da Ortodoxia" e desde então é comemorado, na mesma ocasião, por todos os ortodoxos, como hoje fazemos.